Em mais uma daquelas sextas-feiras geladas de Outubro em São Paulo, o ambiente do Manifesto não poderia estar mais quente, afinal, um dos grandes vocalistas do Heavy Metal se apresentaria naquela noite.
Tim Ripper Owens: técnica impecável, qualidade inigualável e set list matador.
A banda de abertura foi a paulistana Burn Down, que apresenta um som que certamente agradaria fãs de Pantera e BLS. As 3 primeiras músicas foram bem executadas, porém, logo na terceira música aconteceu um fato gerador de desconforto à banda e aos presentes: uma das cordas da guitarra do único guitarrista da banda estourou. Mesmo com o susto, o guitarrista Guiler Cruz fez o possível para manter-se no palco, mas em determinado momento foi impossível continuar as músicas sem esta corda.
Após uma demora considerável para conseguir uma nova corda, já que não havia outra guitarra, a banda voltou ao palco e tocou outras 3 ou 4 músicas, incluindo um cover de “Mr. Crowley”, do madman Ozzy Osbourne.
MySpace do Burn Down: http://www.myspace.com.br/burndownmetal
Após este pequeno inconveniente, a ansiedade em ver Ripper Owens só aumentava.
Eis que sobem ao palco os integrantes do Tempestt, banda paulistana de Heavy Rock, que já está há 10 anos na estrada. Está aí algo que gosto no Ripper: ele sempre convida músicos locais para ser seu staff em apresentações. Ponto positivo, pois isso só valoriza a cena local. (OBS.: Além de Ripper, o Tempestt também já foi staff de palco do vocalista Jeff Scott Soto – ex-Yngwie Malmsteen).
MySpace do Tempestt: http://www.myspace.com/tempesttbrasil
Quando as luzes se apagam, começa a famosa introdução de bateria de “Painkiller” (Judas Priest) e Ripper aparece no palco, para delírio do público. Com este começo matador, dava pra perceber o que viria pela frente.

Tim Ripper Owens (Foto: Letícia Melo)
A partir daí, somente clássicos:
- The Ripper (música do Judas que fez com que “Ripper” fosse escolhido para substituir Halford, lá em 1996)
- Burn in Hell (também da fase Judas, porém, do álbum em que Ripper fazia parte da banda, o sensacional Jugulator)
- Believe (do último álbum solo de Ripper, Play My Game)
- Highway Star (Deep Purple – precisa falar mais?)
- Eletric Eye (uma das minhas favoritas do Judas)
- And… You Will Die (música da banda oficial do Ripper, Beyond Fear)
- Rising Force (cover de Malmsteen – OBS.: Imaginei que ele tocaria alguma da fase em que ele esteve com o Malmsteen)
- Starting Over (também do álbum solo, Play My Game)
- The Green Manalish (outra do Judas Priest)
- Flight of Icarus (Iron Maiden)
- Grinder (mais uma do Judas Priest, do sensacional British Steel)
- One on One (do álbum Demolition, último que Ripper gravou com o Judas Priest)
- Symptom of the Universe (Black Sabbath)
- Breaking the Law (Judas Priest)
- Living After Midnight (Judas Priest)

"What is my name?" - RIPPER! (Foto: Letícia Melo)
Além deste show, também tive a oportunidade de assistir um show do Judas com o Ripper nos vocais e não há como negar que o cara tem uma sensacional presença de palco e técnica vocal de sobra.
Durante todo o show, Ripper interagia com o público, fazia brincadeiras com alguns e houve até os mais desavisados que vestiam camisetas do Iced Earth imaginando que o cara tocaria alguma música da época em que fez parte da banda. Entretanto, Ripper levou na “brincadeira” e somente apontou para a camiseta do Iced e fez um sinal de negação (é fato dizer que o cara não saiu do Iced Earth de maneira amistosa).
Infelizmente, no Manifesto, por vezes eu consegui ouvir a voz do Ripper mais pela proximidade do palco do que pelo microfone, mas confesso que ninguém se preocupou com isso: o show por si só foi completíssimo.
Com mais essa apresentação, pode-se dizer com certeza que Ripper tem seu nome consolidado no meio musical, independente de ter feito parte de grandes bandas, e (chega a ser redundante afirmar) é um dos melhores vocalistas de Heavy Metal que ainda estão em atividade.
A seguir, um vídeo que eu fiz da introdução do show com “Painkiller” e “The Ripper”.
Enjoy \m/